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sábado, 24 de março de 2012

A Hora da Esmola

No mês de Março ocorre a quarta edição brasileira da Hora do Planeta, um protesto promovido pela WWF junto à iniciativa privada, governos e sociedade civil. Em 2012 participam 37 cidades brasileiras, contribuindo através de “apagões” em monumentos: como O Cristo Redentor, Rio de Janeiro; Farol da Barra, Salvador.

 Apesar de toda agitação em volta desse ato simbólico, a Hora do Planeta, se tornou um instrumento de propaganda sustentável para empresas e governos; vendendo sua “imagem verde”. A comoção durante a campanha não é refletida nos gestos do cotidiano do setor governamental e empresarial; o reflexo da consciência demonstrada  perante nossas ações corriqueiras são irrelevantes. É como se crêssemos que o dinheiro dado ao pedinte na rua, resolvesse sua condição socioeconômica; ou que a doação de cestas básicas no fim do ano, erradicasse a fome das camadas mais carentes da população. Atitudes dessas somente “arrastam” os problemas, e não encontram soluções.

Caso, realmente, quiserem avançar com a discussão ambiental e busca de melhorias, o simbolismo será ineficiente. Necessitaríamos de políticas mais profundas na economia energética, que balanceie o consumo e disponibilidade de recursos naturais.

Texto por: William Cruz

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Juiz do Pará manda suspender obras da Hidrelétrica de Belo Monte

A Justiça Federal determinou a paralisação imediata das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A decisão da 9ª Vara Federal, especializada no julgamento de causas ambientais, atende a uma ação da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat), que argumentou que o desvio do rio para construção da barragem pode prejudicar cerca de mil famílias que dependem da pesca.

O juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins proibiu o Consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pela obra, de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu, como “implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais, enfim, qualquer obra que venha a interferir no curso natural do Rio Xingu com consequente alteração na fauna ictiológica [dos peixes].” Segundo o juiz, a escavação de canais e a construção de barragens “poderão trazer prejuízos a toda comunidade ribeirinha que vive da pesca artesanal dos peixes ornamentais”.

De acordo com a ação da Acepoat, com a construção da usina, as atividades dos pescadores só poderiam ser retomadas definitivamente em 2020, prazo que o juiz não considerou razoável por se tratar, em alguns casos, de atividade de subsistência.

A multa por descumprimento da liminar foi fixada pelo juiz em R$ 200 mil por dia. O consórcio responsável pela obra e a União podem recorrer da decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A liminar não atinge a construção do canteiro de obras e dos alojamentos para os trabalhadores do consórcio, que estão em curso. Segundo o juiz, essas obras preparatórias não interferem na navegação e na atividade pesqueira no Rio Xingu.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fotossíntese artificial ?

Adaptado de Ciencia Hoje
texto original: Célio Yano

Que tipo de produção de energia pode ser mais "verde" do que a de uma folha?

Um dispositivo que gera energia a partir de água e luz solar, também conhecido como ‘folha artificial’, foi criado pelo químico estadunidense Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). O motivo da designação é que o dispositivo é capaz de converter luz e água em energia sem gerar poluentes, de forma semelhante ao que ocorre nas plantas no processo de fotossíntese.

Diferentemente das células fotovoltaicas tradicionais, conhecidas como células solares, a folha artificial não gera eletricidade diretamente a partir do sol, explica Nocera. Ela utiliza a luz solar para quebrar moléculas de água (H2O). Os átomos de hidrogênio e oxigênio são então armazenados em uma célula combustível que poderá produzir energia elétrica imediatamente ou ser utilizada mais tarde.

O baixo investimento para a produção do equipamento do químico do MIT é uma das principais características ressaltadas por Nocera. “Nossa folha é totalmente composta por materiais abundantes na Terra e, portanto, comercialmente viável”, disse.

De tamanho aproximado ao de uma carta de baralho, o aparelho utiliza basicamente células solares de silício, circuitos eletrônicos e catalisadores . Os catalisadores são compostos por níquel e cobalto e, estimulados por luz, são capazes de quebrar moléculas de água.

Com aproximadamente quatro litros de água e sob sol, o dispositivo pode produzir energia suficiente para abastecer uma casa por um dia. A expectativa do químico é que seu invento sirva como fonte de energia alternativa principalmente em países em desenvolvimento. “Para as residências, esse tipo de tecnologia dispensará outras formas de geração de energia”, prevê.

O pesquisador do MIT espera que, em apenas três anos, geradores de energia fotossintéticos baseados no princípio da folha artificial já estejam em uso fora dos laboratórios. Uma boa notícia para as folhas que fazem fotossíntese de verdade.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

6º Congresso Internacional de Bioenergia

Com o propósito de discutir o aproveitamento racional dos resíduos das indústrias, agricultura e fontes de energias alternativas, colocando frente a frente técnicos e especialistas do Brasil e de outros países que utilizam esta tecnologia com sucesso, acontece em Curitiba, no período de 16 a 19 de agosto de 2011, a sexta edição do Congresso Internacional de Bioenergia, um dos mais importantes eventos ligados a energias renováveis do Brasil.

Para mais informações acesse o site : http://www.bioenergia.net.br/congresso/br/index.php