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quarta-feira, 14 de março de 2012

Pintura verde

O que um produto precisa ter para ser considerado "verde"?

A procura dos consumidores por produtos que se apresentam como "ecologicamente corretos" vem crescendo nos últimos anos, principalmente com o aumento da preocupação do consumidor global em relação às questões ambientais que tem se agravado com o passar do tempo. 

Esta nova tendência “verde” do mercado também estimulou empresas a aproveitar o momento para associar seus produtos a atribuições ecoamigáveis duvidosas e oportunistas, sem critérios claros que respaldem suas pretensões ambientalistas, ou, ainda, através da apresentação de símbolos e apelos visuais que podem induzir o consumidor a conclusões erradas sobre o produto ou serviço que deseja comprar.Tais apelos são o que pode-se chamar de “Greenwashing” (maquiagem verde). E aí, como saber se está sendo enganado?

Divulgada no ano passado, a pesquisa ‘Grau de Consciência Verde dos Consumidores’, produzida pela consultoria Kantar Worldpanel, indicou que 36% dos brasileiros consultados não acreditam nas campanhas verdes das empresas. Na América Latina a pergunta ‘Quando uma empresa faz publicidade/comunicação de ações positivas para a sociedade e para o meio-ambiente você…’ foi respondida nos seguintes termos: ‘Não acredito’, 39%; ‘Acho difícil acreditar’, 35% (porque não vejo o resultado final), além de ‘Confio na mensagem e a valorizo’, 26%.

Outro dado do estudo aponta que 29% dos entrevistados declararam sequer saber da existência de empresas que realizem ações de sustentabilidade. Para transformar esse cenário, na opinião dos entrevistados, a responsabilidade de influenciar mudanças na questão ambiental é dos próprios brasileiros; 79% disseram que o poder está na mão da sociedade como um todo, 40% indicam os meios de comunicação como os maiores influenciadores e 39%, as instituições de educação. Esse descrédito no empresariado parece refletir os anos de irresponsabilidade socioambiental das organizações.

Como já mostramos aqui no blog, desde agosto de 2011 vigoram as novas regras do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para normatizar peças de propaganda baseadas em apelos de sustentabilidade. A ideia é coibir a utilização do tema de forma banal a fim de não confundir os consumidores.

Confira no vídeo abaixo uma entrevista com o diretor do documentário “Greenwashers” mostra como o americano Bret Malley criou um personagem que ensina empresários e políticos a praticarem a “maquiagem verde”. 



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Novas regras do CONAR sobre marketing “verde”

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, CONAR divulgou novas normas para a publicidade que contenha apelos de sustentabilidade.

A partir desta segunda-feira (01/08/2011), a publicidade veiculada no Brasil não poderá mais enaltecer características de sustentabilidade de determinado produto, serviço ou marca se a empresa responsável não comprovar tais qualidades.

Alguns principios devem ser respeitados:

Veracidade – deve informar sobre o que é verdadeiro e passível de verificação e comprovação;

Exatidão – deve ser exata e precisa, não cabendo informações genéricas e vagas;

Pertinência – deve ter relação com processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados; e

Relevância – o benefício ambiental salientado deve ser significativo em termos do impacto ambiental total do produto ou do serviço sobre o meio ambiente, em todo seu ciclo de vida, ou seja, durante a produção, o uso e o descarte.

A empresa que descumprir as normas fica sujeita a punições que variam de advertência à suspensão da campanha publicitária e divulgação pública do descumprimento da regulamentação. A entidade não aplica multa em caso de infração. “Dependendo da gravidade do caso, o Conar pode agir por meio de medida liminar, o que tira o comercial de veiculação em poucas horas”, explica Gilberto Leifert, presidente do CONAR.

Confira as mudanças em: http://www.conar.org.br/html/noticias/070611.html

Segundo uma pesquisa do Instituto Akatu feita em 2010, 56% das pessoas nunca ouviram falar em sustentabilidade, apenas 16% sabem definir corretamente a palavra e outros 19% do total, acham que sustentabilidade tem a ver com auto-sustento. Por esse motivo, a divulgação de forma irresponsável do termo sustentabilidade como forma de Marketing “verde” ,dificulta ainda mais a compreensão pelo consumidor do real significado ecológico da palavra.

Leia mais: http://www.colunazero.com.br/2010/12/pesquisas-revelam-boas-intencoes-mas.html#ixzz1TLHHjfQ5