As visitas foram realizadas entre 15 e 17 de junho e participaram quase 300 “turistas” brasileiros e estrangeiros. A intenção do projeto Rio+Toxico era aproveitar que os olhos do planeta estavam virados para o Rio de Janeiro durante a Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, para sensibilizar a população sobre as lutas socioambientais que estão, obviamente, fora dos cartões postais da cidade eleita Patrimônio Mundial como paisagem cultural pela Unesco.
Contudo, as atividades não são ações isoladas: fazem parte do processo de apoio às comunidades que já acontece há anos e têm o objetivo de criar mais redes de solidariedade e apoio, fortalecendo as resistências a grandes empreendimentos tóxicos instalados na região.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
Rio+Tóxico: A cidade Escondida
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domingo, 13 de maio de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Um post, uma imagem só (parte 2)
Ou não...
Entenda melhor: O novo vazamento no Campo do Frade ainda é efeito do problema investigado em 2011
segunda-feira, 5 de março de 2012
Idéias para as cidades brasileiras
Já falamos aqui no blog sobre o projeto Cidades para Pessoas, da jornalista Natália Garcia. Durante um ano a jornalista vai viajar por 12 cidades do mundo – e morar por um mês em cada uma delas em busca de boas ideias que tenham melhorado esses centros urbanos para quem mora neles.
As decisões sobre o futuro da cidade precisam envolver participação popular.
Em Londres e Copenhague há canais on line da prefeitura em que os projetos do poder execuvito são expostos à opinião pública. As manifestações dos cidadãos não possuem poder de veto, mas um documento sobre a média das opiniões postadas nos sites são compiladas em um documento final, também publicado pela prefeitura e levados em conta na decisão final.
A cidade deve ser sinalizada para todos, para encorajar outras formas de locomoção além do carro.
Já percebeu como as sinalizações das cidades brasileiras servem, em sua esmagadora maioria, as pessoas que se locomovem de carro? Sinalização para outros modais é uma medida simples que poderia diminuir a dependência do carro e encorajar outras formas de locomoção pela cidade. Em Londres existem vários paineis mostrando um mapa da região, com as ruas em um raio de 1 quilômetro e a direção dos principais bairros da cidade, permitindo assim, que os pedestres possam se localizar. Também na capital inglesa, como em Copenhague e Paris, existem mapas nos pontos de ônibus e metro que orientam sobre como se locomover de transporte público pelas cidades.
É necessário um conselho de técnicos de áreas estratégicas ligado à prefeitura.
Em Londres há um conselho de técnicos em saúde, gestão dos rios, esgotos, habitação, mobilidade, entre outras áreas, que emite pareceres sobre projetos políticos que são levados em conta antes de sua execução. A presença de um conselho como esse é importante para evitar medidas “grotescas” como, por exemplo, a ampliação das pistas da marginal Tietê, em São Paulo, que impermeabilizou parte das bordas do rio e, mais uma vez, priorizou o transporte individual em detrimento do público.
Agricultura urbana ajuda a conter enchentes e abastece bairros com produtos orgânicos.
Cultivar alimentos em regiões próximas das grandes cidades (ou dentro delas) diminuiu o impacto negativo gerado pelo abastecimento de comida nesses centros urbanos. Se escolhidas bem, as áreas de agricultura urbana podem permeabilizar regiões estratégicas para ajudar a conter problemas de enchente e alagamento.
Nosso clima é quente. Precisamos de espaços públicos para aproveitá-lo.
Em Paris e Londres, por exemplo, as regiões nos bordos dos rios Tâmisa e Sena viram, durante o verão, “praias artificiais”, com bancos de areia, áreas para se banhar e atrações públicas e comerciais para que as pessoas simplesmente aproveitem o calor. No Brasil, o recurso do calor é abundante, mas se tornou um problema porque não temos espaços onde aproveitá-lo. É muito comum ouvir pessoas se queixando do “calor infernal” da cidade. Isso acontece porque ela está coberta de concreto e asfalto, o que inviabiliza o aproveitamento de climas mais quentes.
É preciso investir na rede de catadores de recicláveis e na gestão local de lixo.
Em São Paulo há um dado divulgado em 2010 pela ONG Nossa São Paulo de que, da coleta de lixo oficial, apenas 1% dos resíduos é reciclado. Esse dado, no entanto, não leva em conta as redes informais de catadores de recicláveis, que acabam sendo os grandes responsáveis pelo lixo que é reciclado na cidade. Temos que aprender a nos apropriar da lógica da informalidade, não tentar erradicá-la.
O uso dos carros precisa ser restringido ao máximo nos bairros centrais da cidade.
Quanto mais essas regiões foram percorridas à pé, de bicicleta ou transporte público, mais fácil será revitalizá-las – e mais interessante será a experiência de passar por elas ou permanecer nelas.
Bicicleta é um meio de transporte bom para a economia e a saúde da cidade e das pessoas.
Em Copenhague há uma equação com fatores como tempo de locomoção, necessidade de investimento em saúde pública e infra estrutura que mostra que bicicletas fazem a cidade ganhar dinheiro. Segundo essa equação, a cada quilômetro percorrido de bicicleta a cidade ganha o equivalente a R$ 0,70, enquanto que a cada quilômetro percorrido de carro a cidade perde R$ 0,30.
A cidade precisa do maior número possível de opções para se locomover.
“A boa cidade é a que tem o melhor número de opções para se locomover”, disse ao Cidades para Pessoas o planejador urbano Jeff Risom, do escritório dinamarquês Ghel Architects. “Em vez de pedir por ‘mais ciclovias’, ‘mais ruas para transitar de carro’ ou ‘mais metrô’ é preciso pedir por ‘mais opções”, explica ele. Quanto maior o número de opções menor a dependência dos carros (ou de qualquer outro modal) e mais interessantes ficam os deslocamentos pelos espaços públicos.
O projeto já está na metade e várias cidades já foram visitadas; Copenhague (Dinamarca), Amsterdam (Holanda), Londres (Inglaterra), Paris (França), Estrasburgo (França), Friburgo (Alemanha) e Lyon (França). Assim, o projeto começa a apresentar seus primeiros resultados. .
Listamos então um resumo de algumas idéias levantadas pelo projeto sobre como tornar as cidades brasileiras mais agradáveis para se viver.
As decisões sobre o futuro da cidade precisam envolver participação popular.
Em Londres e Copenhague há canais on line da prefeitura em que os projetos do poder execuvito são expostos à opinião pública. As manifestações dos cidadãos não possuem poder de veto, mas um documento sobre a média das opiniões postadas nos sites são compiladas em um documento final, também publicado pela prefeitura e levados em conta na decisão final.
A cidade deve ser sinalizada para todos, para encorajar outras formas de locomoção além do carro.
Já percebeu como as sinalizações das cidades brasileiras servem, em sua esmagadora maioria, as pessoas que se locomovem de carro? Sinalização para outros modais é uma medida simples que poderia diminuir a dependência do carro e encorajar outras formas de locomoção pela cidade. Em Londres existem vários paineis mostrando um mapa da região, com as ruas em um raio de 1 quilômetro e a direção dos principais bairros da cidade, permitindo assim, que os pedestres possam se localizar. Também na capital inglesa, como em Copenhague e Paris, existem mapas nos pontos de ônibus e metro que orientam sobre como se locomover de transporte público pelas cidades.
É necessário um conselho de técnicos de áreas estratégicas ligado à prefeitura.
Em Londres há um conselho de técnicos em saúde, gestão dos rios, esgotos, habitação, mobilidade, entre outras áreas, que emite pareceres sobre projetos políticos que são levados em conta antes de sua execução. A presença de um conselho como esse é importante para evitar medidas “grotescas” como, por exemplo, a ampliação das pistas da marginal Tietê, em São Paulo, que impermeabilizou parte das bordas do rio e, mais uma vez, priorizou o transporte individual em detrimento do público.
Agricultura urbana ajuda a conter enchentes e abastece bairros com produtos orgânicos.
Cultivar alimentos em regiões próximas das grandes cidades (ou dentro delas) diminuiu o impacto negativo gerado pelo abastecimento de comida nesses centros urbanos. Se escolhidas bem, as áreas de agricultura urbana podem permeabilizar regiões estratégicas para ajudar a conter problemas de enchente e alagamento.
Nosso clima é quente. Precisamos de espaços públicos para aproveitá-lo.
Em Paris e Londres, por exemplo, as regiões nos bordos dos rios Tâmisa e Sena viram, durante o verão, “praias artificiais”, com bancos de areia, áreas para se banhar e atrações públicas e comerciais para que as pessoas simplesmente aproveitem o calor. No Brasil, o recurso do calor é abundante, mas se tornou um problema porque não temos espaços onde aproveitá-lo. É muito comum ouvir pessoas se queixando do “calor infernal” da cidade. Isso acontece porque ela está coberta de concreto e asfalto, o que inviabiliza o aproveitamento de climas mais quentes.
É preciso investir na rede de catadores de recicláveis e na gestão local de lixo.
Em São Paulo há um dado divulgado em 2010 pela ONG Nossa São Paulo de que, da coleta de lixo oficial, apenas 1% dos resíduos é reciclado. Esse dado, no entanto, não leva em conta as redes informais de catadores de recicláveis, que acabam sendo os grandes responsáveis pelo lixo que é reciclado na cidade. Temos que aprender a nos apropriar da lógica da informalidade, não tentar erradicá-la.
O uso dos carros precisa ser restringido ao máximo nos bairros centrais da cidade.
Quanto mais essas regiões foram percorridas à pé, de bicicleta ou transporte público, mais fácil será revitalizá-las – e mais interessante será a experiência de passar por elas ou permanecer nelas.
Bicicleta é um meio de transporte bom para a economia e a saúde da cidade e das pessoas.
Em Copenhague há uma equação com fatores como tempo de locomoção, necessidade de investimento em saúde pública e infra estrutura que mostra que bicicletas fazem a cidade ganhar dinheiro. Segundo essa equação, a cada quilômetro percorrido de bicicleta a cidade ganha o equivalente a R$ 0,70, enquanto que a cada quilômetro percorrido de carro a cidade perde R$ 0,30.
A cidade precisa do maior número possível de opções para se locomover.
“A boa cidade é a que tem o melhor número de opções para se locomover”, disse ao Cidades para Pessoas o planejador urbano Jeff Risom, do escritório dinamarquês Ghel Architects. “Em vez de pedir por ‘mais ciclovias’, ‘mais ruas para transitar de carro’ ou ‘mais metrô’ é preciso pedir por ‘mais opções”, explica ele. Quanto maior o número de opções menor a dependência dos carros (ou de qualquer outro modal) e mais interessantes ficam os deslocamentos pelos espaços públicos.
Isso não significa que as políticas que dão certo nestes países europeus, possam ser simplesmente importadas para o Brasil. Mas deveríamos nos inspirar nelas para construir idéias para um melhor planejamento urbano que se encaixem na nossa realidade. É importante também, tentar garantir que todos os espaços públicos sejam democráticos, e que as mudanças realizadas não sejam motivo para especulação imobiliária.
Para ver mais idéias, visite: Cidades Para Pessoas
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Chevron culpa a geologia da região pelo vazamento
O presidente da Chevron para África e América do Sul, Ali Moshiri, classificou ontem a unidade brasileira da petroleira como uma das mais seguras do mundo. Ele culpou a configuração geológica da região do campo de Frade pelo vazamento de óleo que começou no dia 8.
"Lidamos com a mãe natureza, e a mãe natureza é complicada", disse Moshiri, após reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
A reportagem é de Sofia Fernandes e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 25-11-2011.
O executivo afirmou que o vazamento está controlado e que há menos de um décimo de barril de óleo depositado no mar. Ele afirmou que a operação de vedação do poço, na bacia de Campos (RJ), será concluída em meados de dezembro.
Questionado sobre as multas resultantes do vazamento, Moshiri se limitou a dizer que vai analisá-las. O Ibama multou a Chevron em R$ 50 milhões, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) autuou a petroleira, e o governo do Rio de Janeiro anunciou que pretende penalizar a empresa.
O executivo da Chevron usou um discurso pacificador e afirmou que já pretendia interromper todas as perfurações no Brasil, antes mesmo da determinação da ANP.
Moshiri disse que a empresa acata as determinações e leis em todos os países onde atua, 150 no total. "Sempre respeitamos as decisões de qualquer governo."
PRÉ-SAL
Sobre o risco de a empresa ser excluída do pré-sal -como parceira da Petrobras -, o empresário falou que será paciente e aguardará os desdobramentos do vazamento.
O ministro Edison Lobão disse que a comitiva da Chevron com a qual esteve reunida se preocupou em mostrar que é inocente e não pediu cancelamento de multas.
Lobão ressaltou que, pela resolução da ANP, a petroleira americana está proibida de perfurar novos poços, mas aqueles que ela já explora continuarão em atividade.
O ministro afirmou ainda que o Brasil tem "portas abertas" ao capital estrangeiro, mas com limites. "O Brasil tem regras, respeita contratos, mas exige respeito a suas regras internas."
Lobão disse que o governo tem promovido reuniões técnicas para revisar os estudos para o plano de contingência.
O plano, que pretende dar atribuições claras para dez ministérios em casos de acidentes como o vazamento de óleo no Rio, tramita pelo governo desde 2003.
Ele não deu datas para o lançamento do projeto.
Fonte: IHU Unisinos
"Lidamos com a mãe natureza, e a mãe natureza é complicada", disse Moshiri, após reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
A reportagem é de Sofia Fernandes e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 25-11-2011.
O executivo afirmou que o vazamento está controlado e que há menos de um décimo de barril de óleo depositado no mar. Ele afirmou que a operação de vedação do poço, na bacia de Campos (RJ), será concluída em meados de dezembro.
Questionado sobre as multas resultantes do vazamento, Moshiri se limitou a dizer que vai analisá-las. O Ibama multou a Chevron em R$ 50 milhões, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) autuou a petroleira, e o governo do Rio de Janeiro anunciou que pretende penalizar a empresa.
O executivo da Chevron usou um discurso pacificador e afirmou que já pretendia interromper todas as perfurações no Brasil, antes mesmo da determinação da ANP.
Moshiri disse que a empresa acata as determinações e leis em todos os países onde atua, 150 no total. "Sempre respeitamos as decisões de qualquer governo."
PRÉ-SAL
Sobre o risco de a empresa ser excluída do pré-sal -como parceira da Petrobras -, o empresário falou que será paciente e aguardará os desdobramentos do vazamento.
O ministro Edison Lobão disse que a comitiva da Chevron com a qual esteve reunida se preocupou em mostrar que é inocente e não pediu cancelamento de multas.
Lobão ressaltou que, pela resolução da ANP, a petroleira americana está proibida de perfurar novos poços, mas aqueles que ela já explora continuarão em atividade.
O ministro afirmou ainda que o Brasil tem "portas abertas" ao capital estrangeiro, mas com limites. "O Brasil tem regras, respeita contratos, mas exige respeito a suas regras internas."
Lobão disse que o governo tem promovido reuniões técnicas para revisar os estudos para o plano de contingência.
O plano, que pretende dar atribuições claras para dez ministérios em casos de acidentes como o vazamento de óleo no Rio, tramita pelo governo desde 2003.
Ele não deu datas para o lançamento do projeto.
Fonte: IHU Unisinos
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Nas profundezas do mundo!
| Walsh e Piccard |
Até hoje, 12 homens pisaram na Lua. Mas apenas dois 'tocaram' a fossa das Marianas.A aventura é historicamente reconhecida e documentada, mas, nem de longe, foi um evento midiático à altura da ida do homem à Lua, em 1969. Seja por motivos políticos ou de interesse econômico, apenas dois protótipos não tripulados chegaram tão fundo quanto a dupla.
O submarino usado tinha o formato de uma esfera, assim, era mais resistente á pressão da água. À esta estava fixado um contêiner de gasolina, que por ter uma densidade menor, é mais leve, conferia flutuação ao submarino.
Uma coisa é muito interessante no relato do explorador. Nenhum oceanógrafo naquela época sabia com precisão se formas de vida bem organizadas habitavam o fundo oceânico.Um oceanógrafo desafiou-o : ‘ Eu te proíbo de voltar á superfície sem ver pelo menos um peixe’. E eles o encontraram. Assim que chegaram ao fundo avistaram uma espécie de peixe à poucos metros da escotilha.Tal observação levou o explorador a pensar sobre certos fluxos de matéria e energia.
Um peixe vivendo a esta profundidade, precisa, é claro, de oxigênio para respirar. Tal oxigênio só pode vir da atmosfera, que ao fundo oceânico por meio de correntes. Então, podemos imaginar esse movimento de vai e vem da água da superfície para o fundo, e vice-versa, pensou Piccard.
Naquela época, muitas pessoas, cientistas, políticos, economistas, e outros, eram a favor disposição do lixo nuclear em fendas profundas como esta, e o pensamento, em geral, era que tal material permaneceria lá para sempre. Segundo Piccard, ao avistar a presença de seres vivos àquela profundidade, teve certeza que tal prática poderia prejudicar todo o oceano.
Mesmo 50 anos depois, o lixo radioativo continua sendo um problema e o oceano continua sendo um espaço pouco explorado.
Quer saber mais?
As informações foram retiradas do blog do repórter nova-iorquino Victor Ozolo e estão disponíveis aqui.
Outras fontes: Ciência Hoje
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Fotossíntese artificial ?
Adaptado de Ciencia Hoje
texto original: Célio Yano
Que tipo de produção de energia pode ser mais "verde" do que a de uma folha?
Um dispositivo que gera energia a partir de água e luz solar, também conhecido como ‘folha artificial’, foi criado pelo químico estadunidense Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). O motivo da designação é que o dispositivo é capaz de converter luz e água em energia sem gerar poluentes, de forma semelhante ao que ocorre nas plantas no processo de fotossíntese.
Diferentemente das células fotovoltaicas tradicionais, conhecidas como células solares, a folha artificial não gera eletricidade diretamente a partir do sol, explica Nocera. Ela utiliza a luz solar para quebrar moléculas de água (H2O). Os átomos de hidrogênio e oxigênio são então armazenados em uma célula combustível que poderá produzir energia elétrica imediatamente ou ser utilizada mais tarde.
O baixo investimento para a produção do equipamento do químico do MIT é uma das principais características ressaltadas por Nocera. “Nossa folha é totalmente composta por materiais abundantes na Terra e, portanto, comercialmente viável”, disse.
De tamanho aproximado ao de uma carta de baralho, o aparelho utiliza basicamente células solares de silício, circuitos eletrônicos e catalisadores . Os catalisadores são compostos por níquel e cobalto e, estimulados por luz, são capazes de quebrar moléculas de água.
Com aproximadamente quatro litros de água e sob sol, o dispositivo pode produzir energia suficiente para abastecer uma casa por um dia. A expectativa do químico é que seu invento sirva como fonte de energia alternativa principalmente em países em desenvolvimento. “Para as residências, esse tipo de tecnologia dispensará outras formas de geração de energia”, prevê.
O pesquisador do MIT espera que, em apenas três anos, geradores de energia fotossintéticos baseados no princípio da folha artificial já estejam em uso fora dos laboratórios. Uma boa notícia para as folhas que fazem fotossíntese de verdade.
texto original: Célio Yano
Que tipo de produção de energia pode ser mais "verde" do que a de uma folha?
Um dispositivo que gera energia a partir de água e luz solar, também conhecido como ‘folha artificial’, foi criado pelo químico estadunidense Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). O motivo da designação é que o dispositivo é capaz de converter luz e água em energia sem gerar poluentes, de forma semelhante ao que ocorre nas plantas no processo de fotossíntese.
Diferentemente das células fotovoltaicas tradicionais, conhecidas como células solares, a folha artificial não gera eletricidade diretamente a partir do sol, explica Nocera. Ela utiliza a luz solar para quebrar moléculas de água (H2O). Os átomos de hidrogênio e oxigênio são então armazenados em uma célula combustível que poderá produzir energia elétrica imediatamente ou ser utilizada mais tarde.
O baixo investimento para a produção do equipamento do químico do MIT é uma das principais características ressaltadas por Nocera. “Nossa folha é totalmente composta por materiais abundantes na Terra e, portanto, comercialmente viável”, disse.
De tamanho aproximado ao de uma carta de baralho, o aparelho utiliza basicamente células solares de silício, circuitos eletrônicos e catalisadores . Os catalisadores são compostos por níquel e cobalto e, estimulados por luz, são capazes de quebrar moléculas de água.
Com aproximadamente quatro litros de água e sob sol, o dispositivo pode produzir energia suficiente para abastecer uma casa por um dia. A expectativa do químico é que seu invento sirva como fonte de energia alternativa principalmente em países em desenvolvimento. “Para as residências, esse tipo de tecnologia dispensará outras formas de geração de energia”, prevê.
O pesquisador do MIT espera que, em apenas três anos, geradores de energia fotossintéticos baseados no princípio da folha artificial já estejam em uso fora dos laboratórios. Uma boa notícia para as folhas que fazem fotossíntese de verdade.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Cidades para as pessoas
Cidades para as pessoas é um projeto que nasceu da necessidade de modificar o modo como as pessoas veem as cidades.
Durante um ano a jornalista Natália Garcia vai viajar por 12 cidades do mundo – e morar por um mês em cada uma delas em busca de boas ideias que tenham melhorado esses centros urbanos para quem mora neles.
Segundo a jornalista, "com o passar dos anos a dinâmica de ocupação dos espaços públicos foi substituída por uma necessidade de se proteger deles. Ninguém mais se sente seguro andando fora do seu carro, usando transporte público ou morando no centro. E como os espaços públicos viraram espaços de passagem entre trabalho, casa, shopping, restaurante e cinema, perdeu-se o cuidado com eles. O que queremos deles é que sejam vias mais eficazes para continuarem a nos dar passagem. E nem paramos para pensar que os alagamentos não acontecem por falta de piscinões. Acontecem porque, ali debaixo, corre um rio que foi canalizado e não tem mais para onde encher quando chove demais."
"O objetivo desse projeto é tentar entender, não como resolver os problemas que já sabemos que estão presentes em toda grande cidade, mas como criar bons lugares para se viver. O projeto foi inspirado no urbanista dinamarquês Jan Gehl, que diz que sabemos tudo sobre o habitat ideal de todas as espécies de animais do mundo, menos do homo sapiens."
Vejam o site do Cidades para Pessoas.
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