Seguindo o assunto dos últimos posts, aqui está mais uma Mostra sobre filmes com a temática ambiental. O 1º Festival de Curta da UERJ/2012 é um concurso de vídeos de criação independente, aberto à participação do público.
O objetivo é abrir espaço a produções em vídeo e animação, revelando talentos e contribuindo para a mobilização acerca das questões ambientais.
O I Festival Curta na Uerj é aberto a qualquer pessoa acima de 12 anos de idade. A partir do tema “Meio ambiente e desenvolvimento no século XXI”, os participantes poderão abordar assuntos como lixo, energia renovável, água, ocupação do solo, educação ambiental, entre tantas possibilidades.
Já que no post anterior falávamos de cinema, filmes e vídeos relacionados ao tema "meio ambiente", acontecerá entre os dias 31 de maio e 7 de junho, na Quinta da Boa Vista, a primeira edição do Green Nation Fest, um festival interativo e sensorial que estimula o público visitante a pensar sobre questões ambientais de maneira descontraída, usando cinema, educação, esporte e moda para abordar o assunto.
O Green Nation Fest é realizado pelo Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (CIMA), ONG que há mais de 20 anos desenvolve ações em parceria com instituições privadas, governamentais e multilaterais.
Todos podem participar da Competição de Cinema e Novas Mídias, uma disputa de obras sobre sustentabilidade. É só inscrever o trabalho (que pode ser micrometragem, blog, foto e perfil no Twitter) até o dia 10 de maio no site: www.GreenNationFest.com.br. Neste mesmo site você também pode ver os trabalhos que foram inscritos.
Além da competição, o evento terá três grandes atrações: a Feira Interativa e Sensorial, Mostra Internacional de Cinema com 12 longas-metragens e Seminários Internacionais sobre “Economia verde e criativa”, abertos para debates. A expectativa de público gira em torno de quatro mil visitantes por dia.
Se você for ao evento, não esqueça de vir contar o que achou aqui no blog.
A Ecofalante, organização não governamental sem fins lucrativos, apresentou a primeira edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, em São Paulo, no mês de Março, que teve como objetivo chamar a atenção da população paulista para questões ambientais, de sustentabilidade, cidadania, governança, participação e políticas públicas. Com filmes de inegável qualidade, proporcionou debates enriquecedores sobre questões que interessam a toda população.
A mostra foi composta por 40 filmes, divididos em seis eixos temáticos - Ativismo, Mudanças Climáticas, Consumo, Povos e Lugares, Energia e Água. Para você não pode conferir a Mostra, destacamos alguns dos filmes para que você possa ver aqui no blog.
Ativismo: The Warriors of Qiugang: Em 2004, uma antiga fábrica de pesticidas e corantes próxima à vila de Qiugang, na China central, foi privatizada. Ao reiniciar sua produção, uma água negra escorreu das plantas e inundou os campos da pequena vila: peixes e plantações morreram, e os moradores ficaram alarmados pelo grande número de pessoas atingidas pelo câncer entre eles. Por cinco anos essa população lutou para transformar seu meio ambiente e, ao fazê-lo, percebeu que também estava se transformando. Veja o trailer AQUI.
Povos e Lugares: Tamboro: Documentário que aborda as principais questões sociais e ambientais do Brasil. O desmatamento da Floresta Amazônica, a luta pelas terras no campo, a favelização e a criminalidade nos grandes centros urbanos são projetadas, formando um panorama quase muralista de nossa civilização. Do Monte Roraima aos Aparados da Serra, o filme percorre todo o Brasil nos revelando imagens surpreendentes de nosso país. Veja o trailer AQUI.
Consumo: O Veneno está na mesa:O Brasil é, desde 2008, o país que mais consome agrotóxicos no planeta! Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que utilizamos estão proibidos em quase todo o mundo pelo risco que representam à saúde humana e ambiental. Assista ao filme completoAQUI.
Energia: À margem do Xingu: Em viagem pelo rio Xingu encontramos inúmeras pessoas, moradores de toda uma vida,que serão atingidos pela possível construção da hidrelétrica de Belo Monte. Relatos de ribeirinhos, indígenas, agricultores e habitantes da região de Altamira na Amazônia, assim como os de especialistas da área, compõem parte deste complexo quebra-cabeça. Assista ao Trailer AQUI.
Água: Sertão Progresso: Transposição de águas do Rio São Francisco e os interesses econômicos e políticos que, desde a época do Império, definem a utilização da terra e da água no Sertão nordestino. Documentário gravado em dez estados brasileiros sobre a obra mais ambiciosa do governo Lula, que promete levar água de beber a 12 milhões de habitantes do semiárido. Assista ao trailer AQUI.
Mudanças Climáticas: A terra da Lua Partida: No coração do Himalaia, Sonam, um velho nômade, vive com sua tribo em uma das mais adversas e isoladas regiões do mundo, mas uma repentina mudança no clima está secando a maioria dos rios e transformando muitos dos vales em desertos. Incapaz de sobreviver da forma tradicional e testemunhando o colapso do seu povo, Sonam inicia uma desesperada busca por respostas e soluções para mudar o destino de sua tribo. Assista ao trailer AQUI.
O documentário The Light Bulb Conspiracy (A conspiração da lâmpada) de Cosima Dannoritzer 2011, com o título em português de Comprar, jogar fora, comprar: A história da obsolescência programada, evidencia a prática da obsolescência programada como o motor da sociedade de consumo, onde desde os anos de 1920 fabricantes começaram a diminuir a vida útil dos produtos para aumentar as vendas.
Logo nas primeiras cenas é contada a história de uma lâmpada incandescente que funciona ininterruptamente desde 1901 (111 anos). No entanto, o documentário revela que em 1924 formou-se o primeiro cartel do mundo, visando o controle na fabricação de lâmpadas, com o objetivo de que estas se tornassem menos duráveis, para que as pessoas não deixassem de consumir periodicamente.
O documentário dá alguns exemplos da obsolescência programada, utilizada, para diminuir a vida útil de impressoras da marca Epson, que, por exemplo, quando chega a uma determinada quantidade de páginas impressas, deixa de imprimir. Outro exemplo é a Dupont que descobriu o nylon, no entanto, teve que tornar o material menos resistente e duradouro, para que continuasse havendo consumo. Além do caso das primeiras linhas do iPod, cuja bateria tinha a programação para durar aproximadamente 18 meses, incentivando a compra de outro aparelho por um novo.
O filme ainda mostra que a obsolescência programada surge quase ao mesmo tempo em que a produção em massa e a sociedade de consumo. Esse padrão iniciou-se desde a revolução industrial onde saiam das maquinas produtos mais baratos, portanto mais acessíveis, no entanto pouco duráveis.
O documentário cita a preocupação de algumas empresas, que já se destacam por utilizarem uma nova proposta de engenharia, onde se questiona a obsolescência programada como obsoleta, se reapropriando das ideias de produzirem bens mais duráveis.
Provavelmente, a solução para a sociedade de consumo de crescimento está longe de apenas, pequenas adaptações ditas mais ecológicas e sustentáveis, como muitas empresas tem proposto, e sim numa mudança mais radical: ao invés de um crescimento um decrescimento, uma verdadeira mudança de lógica, reduzindo o consumo e a produção.
O que um produto precisa ter para ser considerado "verde"?
A procura dos consumidores por produtos que se apresentam como "ecologicamente corretos" vem crescendo nos últimos anos, principalmente com o aumento da preocupação do consumidor global em relação às questões ambientais que tem se agravado com o passar do tempo.
Esta nova tendência “verde” do mercado também estimulou empresas a aproveitar o momento para associar seus produtos a atribuições ecoamigáveis duvidosas e oportunistas, sem critérios claros que respaldem suas pretensões ambientalistas, ou, ainda, através da apresentação de símbolos e apelos visuais que podem induzir o consumidor a conclusões erradas sobre o produto ou serviço que deseja comprar.Tais apelos são o que pode-se chamar de “Greenwashing” (maquiagem verde). E aí, como saber se está sendo enganado?
Divulgada no ano passado, a pesquisa ‘Grau de Consciência Verde dos Consumidores’, produzida pela consultoria Kantar Worldpanel, indicou que 36% dos brasileiros consultados não acreditam nas campanhas verdes das empresas. Na América Latina a pergunta ‘Quando uma empresa faz publicidade/comunicação de ações positivas para a sociedade e para o meio-ambiente você…’ foi respondida nos seguintes termos: ‘Não acredito’, 39%; ‘Acho difícil acreditar’, 35% (porque não vejo o resultado final), além de ‘Confio na mensagem e a valorizo’, 26%.
Outro dado do estudo aponta que 29% dos entrevistados declararam sequer saber da existência de empresas que realizem ações de sustentabilidade. Para transformar esse cenário, na opinião dos entrevistados, a responsabilidade de influenciar mudanças na questão ambiental é dos próprios brasileiros; 79% disseram que o poder está na mão da sociedade como um todo, 40% indicam os meios de comunicação como os maiores influenciadores e 39%, as instituições de educação. Esse descrédito no empresariado parece refletir os anos de irresponsabilidade socioambiental das organizações.
Como já mostramos aqui no blog, desde agosto de 2011 vigoram as novas regras do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para normatizar peças de propaganda baseadas em apelos de sustentabilidade. A ideia é coibir a utilização do tema de forma banal a fim de não confundir os consumidores.
Confira no vídeo abaixo uma entrevista com o diretor do documentário “Greenwashers” mostra como o americano Bret Malley criou um personagem que ensina empresários e políticos a praticarem a “maquiagem verde”.
O Veneno Está na Mesa é um documentário do cineasta Silvio Tendler. O filme, feito para a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, mostra em apenas 50 minutos os enormes prejuízos causados por um modelo agrário baseado no agronegócio.Além dos ataques ao meio ambiente, os venenos cada vez mais utilizados nas plantações causam sérios riscos à saúde tanto do consumidor final quanto dos agricultores expostos à intoxicação.
"Cada brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxico por ano. Até quando vamos engolir isso?"
Segundo informações do vídeo, desde 2008 o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. E uma pesquisa de 2009 aponta que 29% dos alimentos analisados continham agrotóxicos acima do limite permitido.
Economia Ecologica Esta palestra do economista Hugo Penteado no TEDx Amazônia procura questionar a visão do sistema econômico atual, que infelizmente, ainda se comporta de forma predatória diante dos recursos naturais, abordando questões relevantes como consumo, descarte e globalização.Hugo Penteado também é autor do livro Ecoeconomia - Uma Nova Abordagem (Ed. Lazuli, 2003).
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Nessa outra palestra apresentada do TEDx Sudeste, nossa sociedade de consumo é criticada pelo jornalista André Trigueiro, que apresenta as armadilhas éticas , econômicas e ecológicas do consumismo.
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Cidades Diogo Pires Ferreira é arquiteto formado em São Luís, Maranhão. O vídeo ( que é bem dinâmico) é uma pré-apresentação do projeto de Diogo, que objetiva valorizar a vida social local e mostra um transporte público muito bem integrado. Ele acredita que é possível consolidá-las em apenas nove linhas de alta intensidade de uso, desenhadas para ligar os pontos mais importantes da cidade e facilitar a vida do usuário dos transportes públicos.
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Amazônia Palestra sobre a Amazônia. Antônio Donato explica de forma simples a hidrodinâmica da floresta e seus complexos microsistemas.
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Cidade para pessoas O vídeo conta a história da relação de Copenhagen com as bicicletas e mostra como estas podem ser inseridas nas metrópoles brasileiras.
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