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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sobre a cegueira, a surdez e qualquer outro problema ambiental

Texto escrito por Roberto Novaes, graduando em Ciências Biológicas pela UFRJ, e postado no blog " E Esse Tal de Meio Ambiente?"

" [...]Os piores problemas ambientais que existem não são a fragmentação ou destruição de hábitats, a poluição aquática excessiva ou as emissões cavalares de carbono na atmosfera. Os piores problemas ambientais são a cegueira, a surdez e a mudez. Porque não é possível que uma pessoa com mínimo senso crítico e que ande pelas ruas de qualquer grande centro urbano, como o Rio, não perceba que as coisas não estão indo bem.



Os surdos não escutam o barulho enlouquecedor gerado pelas buzinas dos carros em um trânsito lento. Eles não sentem falta de ouvir sons diferentes dos habituais motores e vozes humanas. Os surdos não sentem a falta de ouvir a voz de alguns de seus parentes, como as aves, os morcegos, os macacos. Eles não escutam, logo, não compreendem que aquilo não é normal e que estamos vivenciando alguma coisa diferente do que nossos genes dizem que devemos viver. Mas tudo bem, não é culpa deles serem surdos.

Os cegos não veem que o horizonte tem uma cor pálida, embaçada. Eles não veem que a maior parte dos morros e serras que o cercam ou tem uma série de casas humildes empilhadas ou tem uma coloração fosca e uniforme. Os cegos não percebem que esses morros estão estáticos e vazios, sem vida e futuro. Os cegos não veem a fumaça dos veículos e das indústrias. Mas ninguém quer ser cego, não é culpa deles.

Os mudos são os piores, tadinhos. Eles veem os problemas, enxergam a magnitude e alcance de seus atos e de seus irmãos. Os mudos escutam os barulhos paranóicos de uma cidade grande, entendem o caos de uma sociedade próxima ao colapso. Os mudos percebem tudo o que está acontecendo, muitos sabem até o que fazer pra resolver. Mas coitadinhos dos mudos. Eles não podem falar, não podem contar pras pessoas o que veem e escutam. Não podem transmitir seus conhecimentos pras novas gerações. Uma pena! [...]Políticos surdos, população cega e ecologistas mudos!"

sábado, 7 de janeiro de 2012

Ruídos na comunicacao ambiental

Por Vilmar Sidnei Demamam Berna, escritor e jornalista.

Os ruídos na comunicação ambiental podem atrapalhar o entendimento sobre consumo, recursos naturais, superpopulação, amadurecimento pessoal ou sobre a neutralidade na informação.
Quando se faz a crítica ao consumismo, por exemplo, não é ao ato de consumir, em si. Não há nada de errado em consumir. É o que fazemos, do berço ao túmulo. O que se critica é o consumo irresponsável; o desperdício, que destrói recursos que poderiam estar sendo melhor distribuídos; a redução da vida humana às dimensões de produzir numa ponta para consumir na outra.

Quando se alerta sobre o fato dos recursos naturais serem limitados não significa que não haja recursos no Planeta suficiente para todos. Há, até de sobra. O que se critica é a pegada ecológica desigual, onde uns poucos pegam muito mais que a maioria, só possível por que existe desigualdade social e falta de cidadania consciente e participativa na luta por políticas públicas.Quando se alerta para nossa superpopulação de 7 bilhões de humanos, não quer dizer que o Planeta não possa suportar esse número ou ainda mais gente. O que se critica é o fato da população estar se multiplicando numa velocidade muito maior que a capacidade dos governos e dos mercados em prover a todos de infraestrutura e condições dignas de sobrevivência, produzindo perversa e mesmo deliberadamente uma exclusão social que permite a concentração de renda e poder de uma minoria.

Também é equivocado imaginar que o mundo melhor que se deseja depende primeiro da evolução pessoal e espiritual dos indivíduos. As pessoas não amadurecem ao mesmo tempo, por isso a mudança para a sustentabilidade requer cidadania crítica e participativa, mecanismos legais e estruturas democráticas que assegurem iguais direitos e oportunidades para todos, em vez de imaginar, como o profeta, que gentileza gera gentileza. Se gerasse, não haveriam tantos estelionatários e pessoas que se aproveitam da boa vontade dos outras para obter vantagens.

Finalmente, não devemos nos iludir com a idéia de neutralidade em comunicação. Informar é o ato de escolher que parte da verdade queremos iluminar e que parte deixaremos nas sombras. Logo, o observador interfere diretamente na observação ao comunicar sobre ela. Assim como existem comunicadores a serviço da sustentabilidade, existem comunicadores a serviço de poluidores e organizações que trabalham para garantir privilégios e controle político, social e ambiental, para aumentar seus lucros, doa a quem doer. Refugiam-se na idéia de que apenas realizam o seu trabalho profissional e cumprem ordens.

Existem pessoas e organizações que tiram vantagem da atual situação e não querem ver seus ganhos e privilégios diminuídos. Então, podem se aproveitar dos ruídos na comunicação ambiental para manterem a opinião pública na dúvida e desmobilizada. À medida que os ruídos são identificados e eliminados, a opinião pública deixará de ser um alvo tão fácil nas mãos dos aproveitadores.

Fonte: Ecoagência de notícias (NEJ) 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cineducando

  A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 20 de setembro a 2 de outubro, a terceira edição do Cineducando, mostra dedicada ao cinema e à educação que, este ano, discutirá um tema da maior relevância: o bullying.


  De 20 de setembro a 2 de outubro, em sessões às 16h e às 18h30, serão exibidas obras clássicas e contemporâneas sobre o tema “bullying”, fornecendo elementos para o público refletir sobre o tratamento que o assunto vem recebendo no cinema, desde a metade do Século XX, até os dias atuais.


Confira o site para mais informações