terça-feira, 4 de junho de 2013

Semana do Meio Ambiente

Como é de conhecimento de todos, dia 05 de Junho é o Dia do Meio Ambiente.
Durante toda essa semana diversos eventos acontecerão e um deles fica por conta do Ministério do Meio Ambiente.



Os eventos acontecerão no Espaço Tom Jobim no Jardim Botânico no Rio de Janeiro.
Para mais informações, acesse o site: http://hotsite.mma.gov.br/semanadomeioambiente/programa/


Outros eventos relacionados acontecerão pela cidade:
XIX SEMANA DO MEIO AMBIENTE – PUC-Rio
Núcleo Interdisciplinar do Meio Ambiente

De 3 a 7 de junho de 2013 ocorrerá no campus da PUC-Rio a XIX SMA.
A programação do evento contará com as seguintes atividades:
SESSÕES TEMÁTICAS: Promover conhecimento e estímulos à prática socioambiental, trazendo desde esclarecimentos básicos até um maior aprofundamento sobre os diversos temas abordados. Elas ocorrerão no Auditório RDC. Cada sessão temática conta com a coordenação de um professor da PUC-Rio.
PALESTRAS DOS PARCEIROS EXTERNOS: Para promover a integração da comunidade científica com organizações da sociedade civil estamos organizando no Auditório Padre Anchieta uma sequencia de apresentações curtas dos parceiros externos. Nessas apresentações esperamos ter um panorama das diferentes formas de negócios ambientalmente responsáveis, dando ao nosso público (em sua grande maioria alunos de graduação) uma perspectiva de campos de trabalho futuro.
PALESTRAS COM LANÇAMENTO DE LIVRO: Trazendo as novas publicações ambientais do momento. Contaremos com o lançamento de alguns títulos durante nossa programação.
ATIVIDADES PARTICIPATIVAS: Que pode ser uma oficina, workshop, debate guiado, etc... Propiciando a troca e a experimentação de forma lúdica e criativa.
APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS: Manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada a partir da percepção, das emoções e das ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias da consciência e dando um significado único e diferente para cada obra.
EXPOSIÇÕES: Apresentação de objetos ao público buscando sensibilizar para as questões ambientais.
SERVIÇOS PUC: Caminhando pelo campus da PUC-Rio o participante da XIX SMA encontrará uma série de coordenações que oferecem os mais diferenciados serviços.
Observe, no detalhamento das atividades, que algumas possuem especificações quanto ao número máximo de participantes.
SESSÕES TEMÁTICAS
3 de Junho de 2013, segunda-feira
9h - 10h Abertura
4 de Junho de 2013, terça-feira
5 de Junho de 2013, quarta-feira
6 de Junho de 2013, quinta-feira
14h -18h Desastres
7 de Junho de 2013, sexta-feira

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O caso do Bisfenol A


Desreguladores, disruptores e interferentes endócrinos: tais expressões são sinônimos utilizados para caracterizar um determinado grupo de micropoluentes (assim chamados por estarem presentes na biosfera em concentrações muito baixas). De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional Rio de Janeiro (SBEM – RJ), eles são compostos químicos ou naturais presentes no meio ambiente e capazes de interferir no sistema endócrino, causando diversas alterações em nosso organismo.
Inúmeras substâncias empregadas em nosso dia-a-dia podem contê-los, como sabonetes, cosméticos, detergentes e alvejantes.

Cosméticos - fonte: http://conversademenina.files.wordpress.com
Um desregulador endócrino que vem atraindo atenção de pesquisadores em todo o mundo é o Bisfenol A (BPA). A substância química é encontrada em produtos plásticos a base de policarbonatos (mamadeiras, copos infantis, garrafões retornáveis de 20 litros, recipientes armazenadores de alimentos, luminárias, capacetes esportivos, entre outros) e em artigos que contenham resinas epóxi.
Nesse caso, costumam ser empregadas como revestimentos em inúmeras aplicações industriais e de consumo, como as embalagens metálicas de alimentos e bebidas.
Em 2010, foi lançada a Campanha Contra os Desreguladores Endócrinos que tem como tema: “Diga não ao Bisfenol A, a vida não tem plano B”. Esta foi uma iniciativa da SBEM-SP, a qual defendeu a proibição, no Brasil, da presença da substância em produtos infantis e em embalagens de alimentos. A campanha tem como objetivo informar a população sobre os desreguladores endócrinos e, assim, estimular a evitar o contato.
Conforme explicado pela Dra. Tania Bachega no vídeo da campanha, O Bisfenol A tem uma atividade de hormônio feminino e, segundo demonstrado em pesquisas, está associado ao desenvolvimento de doenças tais como obesidade, síndrome de ovários policísticos em mulheres e infertilidade em homens.
No entanto, segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado em 2011, foi observado que para diversos desfechos analisados, o nível de exposição humana ao BPA é muito inferior ao que provocaria os efeitos adversos. Além disso, estudos acerca da toxicidade relacionada às atividades de desenvolvimento e reprodução evidenciaram a ocorrência de efeitos negativos somente quando os indivíduos são expostos a doses elevadas de BPA.

            Outros estudos mostraram associação de certos sintomas (desenvolvimento neurológico específico ao sexo, ansiedade, mudanças pré-neoplásicas nas glândulas mamárias e próstata de ratos, parâmetros visuais do esperma) com doses mais baixas de BPA. Essas doses são próximas às estimadas de exposição humana corrente ao BPA, de forma que a confirmação dos resultados dos ditos estudos seria preocupante.
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SP
Alguns estudiosos e organizações alegam que as evidências de danos à saúde provocados pelo BPA ainda não são significativas, enquanto outros afirmam justamente o contrário. Setores da mídia se aproveitam do posicionamento destes últimos e exploram o tema de maneira a espalhar caos entre a população e obter os lucros possíveis.
De qualquer modo, A ANVISA, por precaução, baniu o Bisfenol A da composição de mamadeiras, proibindo a importação e a fabricação das que o contenham, desde janeiro de 2012. No que diz respeito à presença de BPA em outros artigos que entram em contato com alimentos, a legislação determina o limite máximo de migração específica da substância para os mesmos, de acordo com dados obtidos em análises toxicológicas.
Como os efeitos negativos do BPA ainda não estão completamente esclarecidos, não há níveis seguros de exposição do mesmo e de outros desreguladores endócrinos com o organismo.
O grupo de trabalho da SBEM-RJ deu algumas orientações para auxiliar a população nesse sentido, as quais podem ser obtidas no site da sociedade.
Com muitos produtos em cheque, uma alternativa é o uso de panelas de vidro ou aço inox na cozinha. Outras medidas, com base nos estudos, é evitar alimentos processados e produzidos com agrotóxico e não usar recipientes plásticos para estocar água, principalmente em congelador, nem para armazenar comida quente ou aquecê-la no micro-ondas. Além disso, é recomendado não dar mordedores ou brinquedos de plástico macio para crianças pequenas e dar preferência a plásticos livres de BPA e Ftalato.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dicas de Leitura


Compreender o meio ambiente e suas diferentes nuances pode ser uma tarefa árdua.

Abaixo, separamos algumas publicações interessantes, que discutem algumas das principais questões ecológicas atuais.
Boa leitura!
  • O lado B da Economia Verde

 A Economia Verde é um termo ouvido com frequência. Você sabe realmente o que isso significa? Esta publicação da ONG Heinrich Böll Stiftung   traz questões e conflitos que envolvem: mercado de carbono, instrumentos econômicos de compensação ambiental, Pagamento por Serviços Ambientais e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Você encontrará aqui definições, iniciativas no Brasil e outras informações.

  • Outro Futuro é possível

Formulado em contraposição documento “O Futuro que Queremos” proposto pela ONU durante a Rio+20, este caderno reúne trabalhos realizados pelos Grupos Temáticos do “Fórum Social Temático, Crise Capitalista Justiça Social e Ambiental”, que foi um preparatório para a Cúpula dos Povos da Rio+20, ocorrido em Porto Alegre em janeiro de 2012.

  • Novo-Marco-Legal-da-Mineracao-no-Brasil: Para que e para quem?

Publicação aborda de forma crítica o Novo Marco da Mineração do Brasil, incluindo o contexto social, impactos ambientais e novas perspectivas.. Realização:  Federação  de  órgãos  para  Assistência  Social  e  Educacional (FASE)

  • Por um outro desenvolvimento

Criado pela ONG Abong, este livro busca investir no debate e na construção de novos paradigmas de desenvolvimento, superando o modelo atual e o quadro de destruição das condições de vida.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Rio quer atingir meta ousada

De acordo com artigo publicado na Secretaria do Estado do Ambiente, o setor de transportes do Rio de Janeiro pretende diminuir a emissão de gases do efeito estufa e atingir em 2016 metade da meta estipulada para 2030.

Ainda de acordo com o relatório, essa meta será cumprida caso as perspectivas para o setor - como substituição de frotas particulares e coletivos por frotas ambientalmente amigáveis - sejam cumpridas. 

De acordo com o secretário de meio ambiente Carlos Minc, "O uso de energia é responsável por mais de 60% das emissões de CO2, dos quais o setor dos transportes representa 45%. Não existe ecologia urbana sem a melhoria da eficiência e a expansão dos trens, barcas, metrô. Por isso, marcamos duro nas vistorias de veículos, incentivamos o uso de biocombustível e agilizamos o licenciamento das novas linhas de metrôs, que é o tatu ecológico".

Ainda de acordo com o artigo, a estimativa é que de acordo com o total de 1,8 milhões de toneladas a serem reduzidas, diferentes modais alcançarão diferentes reduções como abaixo:


  • Melhorias na rede ferroviária: 884.330 toneladas
  • Reestruturação rodoviária: 504.400 toneladas
  • Expansão da malha metroviária: 414.300 toneladas
  • Expansão hidroviária: 33.060 toneladas
Secretário Minc apresentando as metas de redução do Rio de Janeiro para 2016. Fonte: SEA-RJ.
Apesar de uma estimativa positiva, as metas de redução apresentam-se um pouco longe de serem alcançadas. Isto porque os incentivos e investimentos nos modais do setor de transportes ainda são muito pequenos e os projetos apresentados para adequação - como as obras das linhas do metrô, por exemplo - mostram-se inadequadas diante do quadro previsto pela Secretaria.

E você, o que acha?
Acha que é possível alcançar esta meta ou a SEA está vivendo uma utopia?
Compartilhe sua opinião conosco!


segunda-feira, 15 de abril de 2013

O espaço público: de todos ou de ninguém?


No próximo mês de Julho, quem abandonar seu lixo na rua, seja uma lata de cerveja ou um sofá velho, vai ser multado. A medida vai ajudar a reduzir os custos com a limpeza urbana.
O valor da multa varia conforme o tamanho do que é descartado.
Segundo o prefeito Eduardo Paes em entrevista ao jornal O Dia, ele espera que o Programa Lixo Zero seja “ uma revolução cultural” para o Rio de Janeiro”. Já em entrevista ao noticiário RJTV, afirmou que a medida começará pelos bairros do Centro, Zona Sul e parte do subúrbio.
A maioria das pessoas joga seu lixo no chão ou pela janela do carro⁄ônibus⁄trem sem maiores preocupações e sem esperar olhares de reprovação. A nova lei pode até inibir um pouco este desagradável ato. Entretanto, fazer “doer no bolso” não parece o modo adequado de se promover uma “revolução cultural”.
A falta de respeito pelos espaços coletivos e o entendimento dos diversos problemas que a disposição inadequada dos resíduos pode causar são questões que não podem ser resolvidas por simples coesão policial.
O espaço público não é visto, deveras, como aquele que pertence a todos, mas como aquele que não pertence a ninguém. O respeito e o zelo pelos espaços coletivos são fruto do sentimento de pertencimento das pessoas pelo meio ambiente em que estão inseridas. Isto, por sua vez, é conseguido através de sensibilização e educação (que neste caso, nem precisa do adjetivo ambiental). Seria possível multar alguém por não ser sensível às questões ambientais? Uma revolução cultural é realmente importante no momento. Mas ela leva tempo. E quem quer “mostrar serviço”, não pode esperar tanto. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O outro lado da moeda: "A grande farsa do Aquecimento Global"


Não podemos negar a completa influência que a discussão do tema relacionado ao Aquecimento Global e às Mudanças Climáticas traz em nosso cotidiano. Cada vez mais procuram-se tecnologias mais limpas, carros menos poluentes, melhoria de transporte público para combater o lançamento de gases na atmosfera e contribuir para o tão temido Aquecimento Global. A grande questão é: você sabia que existe um grupo de cientistas que não acredita nestes eventos? Estes são os chamados CÉTICOS.
Para os céticos, as emissões de CO2 geradas pelo ser humano, ou seja, de origem antropogênica, não controlam o clima do planeta. Para eles, a Terra sempre passou por ciclos alternados de aquecimento e resfriamento que nada tem a ver com gás carbônico ou com a ação humana.
Um estudo realizado pela NASA e publicado na revista científica Proceeding of National Academy of Sciences, revela que a temperatura da Terra está aumentando há pelo menos 30 anos. Um grande defensor da teoria cética, o climatologista e físico Richard Muller, concluiu em 2011 que a temperatura do planeta realmente está subindo. Segundo ele, existem fortes indícios de que os gases provenientes das atividades humanas estejam provocando este aumento. Ou seja, um defensor da teoria dos ceticistas do clima começa a concordar com a real existência dos fenômenos de aquecimento global.
Os céticos utilizam determinados argumentos que, segundo eles, provam que o Aquecimento Global não existe e é mais uma forma da mídia de causar um alarme mundial junto com ambientalistas. Este argumento e muitos outros podem ser vistos no filme “A grande farsa do aquecimento global”, em inglês The Global Warming Swindle. Um dos argumentos vem do economista africano James Shikwati, que afirma: “Uma coisa clara que emerge de todo o debate ambiental é o fato de que estão tentando matar o sonho africano. E o sonho africano é o de se desenvolver”.
Além disso, outros argumentos são apresentados no filme para derrubar a veracidade do alerta climático. Os apresento agora.
Há 7 mil e 3 mil anos atrás e entre os anos 800 e 1200 d.C., o clima teria estado até 10°C mais quente. No entanto, a concentração de CO2 era pelo menos 50 % menor que a atual. Os céticos alegam que se há mais gás carbônico na atmosfera hoje, é porque o seu volume reage com atraso em relação às variações de temperatura.

Fenômenos ocorrem em qualquer condição climática. Secas extremas, ondas de calor e furações extremos já foram registrados na Pequena Era Glacial. Por outro lado, afirmam os céticos, que o cenário de aquecimento global diminuiria a diferença de temperatura entre polos e o Equador. Desta forma, haveria menos tempestades e furacões violentos.


O derretimento de icebergs não eleva o nível do mar, pois o gelo ocupa o mesmo volume depois de derretido. Apesar dos dados comprovarem o aumento do nível do mar, os climatologistas céticos argumentam que oscilações muito maiores já ocorreram e que estas não tem relação com o aquecimento global, como por exemplo, influência da órbita da Lua nas marés e fenômenos como El Niño e La Niña.
Entre 1925 e 1946, quando o ser humano lançava menos de 10% do CO2 que o atual, houve um aquecimento no planeta. Por outro lado, na época de aceleração industrial por conta do pós II Guerra, houve um resfriamento global. Portanto, a variabilidade climática seria natural e não causada pelo homem.
 
O trabalho do cientista Jan Esper, publicado em um renomado jornal científico, traz indicativos de que as temperaturas do hemisfério Norte na Idade Média e no período Romano podem ter atingido picos maiores do que os previstos. Sendo assim, seria natural o aquecimento global contemporâneo não ser preocupante.

Seu estudo se baseou na medição dos anéis de crescimento de árvores para inferir indiretamente temperaturas em épocas anteriores à invenção do termômetro, ciência batizada de “dendroclimatologia”. É a mesma técnica usada pelo climatólogo americano Michael Mann para construir o famoso gráfico do “taco de hóquei”, que mostra como a média de temperatura começou a subir consistentemente após a revolução industrial, acompanhando a concentração de CO2.
Mann apontou dados antigos sobre o fenômeno e qualificou como “vagas” e “falsas” algumas afirmações de Esper. Esper, por sua vez, nada tinha de negacionista da mudança climática, e disse que seu estudo não torna o aquecimento global presente algo menos preocupante. Mostrou-se, afinal, cético em relação ao próprio trabalho.

Apesar de ser uma teoria que conquista cada vez mais pessoas, os ceticistas acabam tendo argumentos não muito confiáveis e sua maioria se contradiz. Tanto no documentário já citado e em textos de outros ceticistas, as informações se confundem e se mostram muito contraditórias. Mesmo assim, vale o conhecimento da teoria. 

E você? Acredita ou não na teoria de que o planeta está aquecendo? Compartilhe sua opinião conosco!
Leitura recomendada:



quinta-feira, 28 de março de 2013

Diversificando nossas opções


Por Ana Eliza Martinho
O tema “energia” tem aparecido com alguma frequência nos noticiários atuais. Lemos sobre o risco de um “apagão”, sobre a crescente demanda energética e sobre a necessidade de um racionamento.

Quando o nível das hidroelétricas baixa demais existe o risco de que a quantidade de energia gerada não supra a demanda do país. Para que não falte energia, outras fontes precisam ser acionadas. Seja por conveniência ou por comodidade dos setores beneficiados, a opção sempre recai sobre a energia fóssil. Dessa forma, a energia hidroelétrica, que possui emissões de gases de efeito estufa relativamente baixas, cede espaço para as termoelétricas altamente poluidoras, deixando em terceiro plano as fontes mais limpas como a solar, a eólica e a biomassa.
Um evento como a seca, que pode ser agravado por alterações climáticas, é responsável pela redução do nível dos reservatórios das hidroelétricas, que são complementadas por termoelétricas geradoras de gases de efeito estufa, que geram mais mudanças no clima e mais seca. Continuaremos neste ciclo esquizofrênico e anacrônico, enquanto não insistirmos na adoção de um modelo que possa aproveitar todas as vantagens da energia renovável.
A lentidão em se diversificar a matriz energética levará a prejuízos ambientais altíssimos. Assim, não há desconto na conta de luz que resolva.
http://www.oeco.com.br/convidados-lista/26878-o-bom-o-mau-e-o-feio-tres-fontes-de-energia-em-conflito

domingo, 24 de março de 2013

Era do Conhecimento


Vivemos na Era em que o conhecimento sofre de forma profunda uma valorização. As exigências empresariais estão cada vez mais criteriosas no que diz respeito à bagagem de conhecimento que o empregado adquiriu e como esse conhecimento é usado por ele.
Segundo alguns autores, ocorre uma tendência de desespecialização, de forma que, constata um resgate de qualidades desprezada pela ciência convencional. O pensamento científico calcado no cartesianismo e na racionalidade instrumental guiou hegemonicamente a construção dos saberes de nossa sociedade industrial, porém, principalmente, pela introdução do conhecimento ambiental que por essência é transdisciplinar e interdisciplinar, timidamente, o pensamento disjuntivo é desbancado.

A complexidade das situações exige a busca por uma visão holística dos problemas em que as dimensões sociais, ambientais, políticas e culturais devem ser consideradas. Dessa forma, baseado na teoria de E. Morin, o conhecimento caminha para o avanço do pensamento complexo.

Qualidades como a emotividade e integralidade ganham importância no meio empresarial, requesitos indispensável para o perfil de intraempreendedor.  Aquele empregado de pensamento inovador que trará ganhos significativos para a organização na qual ele se insere.

Assim, saberes tradicionais, científicos e oriundos da experiência são equivalentes acerca de sua contribuição para a construção do conhecimento, sendo ainda, segundo E. Morin, um espiral que perpassa pela externalização, combinação, internalização e socialização, etapas que respectivamente abrangem a produção dos mais diversos saberes seguindo uma passagem do conhecimento tácito – aquele proveniente da experiência individual – para o explícito – o conhecimento tácito parcialmente transferido através de um canal.

A sociedade segue uma complexidade do conhecimento que impõe as universidades uma responsabilidade em se desvencilhar dos moldes cartesianos e provincianos da epistemologia.  

terça-feira, 19 de março de 2013

Petrobras e Foster: Como isso afeta o meio ambiente


A Petrobras é a maior e principal empresa estatal do Brasil. Erguida pelo povo brasileiro através da campanha “O Petróleo Tem Que Ser Nosso”, foi criada em 1953. Até o ano de 1997 a empresa ainda não tinha vendido nenhuma plataforma, no entanto, de lá para cá, a estatal perdeu sua soberania, atualmente, a Petrobras teve seu monopólio quebrado nos leilões do Pré-Sal realizados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). Símbolo nacional, a empresa assumiu um importante papel de financiadora de vários projetos brasileiros a exemplo do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal e do PFRH (Programa de Formação de Recursos Humanos) do IFRJ, o último passível de amplas discussões críticas acerca da aproximação de empresas que não mais atendem como deveriam os interesses da população e uma instituição de ensino e pesquisa compromissada com a sociedade.
 
   
Depois da gestão mais longa da história, Gabrielle teve como sucessora Graça Foster que assumiu a presidência da empresa em Fevereiro de 2012. Aclamada por muitos, amiga íntima da presidenta Dilma Roussef, e por ela indicada, Foster recebeu elogios da grande mídia hegemônica corporativista sendo eleita pela revista DINHEIRO (IstoÉ) a “Empreendedora do Ano 2012”. Em contrapartida, essa mesma Mídia veicula notícias em que induzem a opinião pública acreditar que a Petrobras passa por difíceis problemas num momento em que é


amplamente divulgado o lucro da empresa, respectivo ao ano de 2012, de 21 Bilhões de reais, o oitavo maior lucro de toda sua história. E que essa “maré de azar” justificaria as medidas neoliberais promovidas por Foster.
 
As medidas da atual presidente da Petrobras visam o “desinvestimento”, processo venal de ativos de forma sigilosa que descarta licitações, estando ao encargo do Conselho Administrativo da companhia a decisão. O SINDIPETRO-RJ (Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro) discutiu no último dia 20 a questão do modelo implantado por Foster, segundo a Plenária, a atual presidência promove um “entreguismo” dos bens da Petrobras para beneficiar o setor privado, vide a recente venda da Bacia de Campos Nº4 ao magnata Eike Batista por 2 dólares o barril de extração.

Está ocorrendo um verdadeiro desmonte da Petrobras – com essa onda de neoliberalismo -  protagonizado por Foster, impõe um curso virulento de privatização da empresa. E o que o Meio Ambiente tem haver com isso?

Se essa situação se agravar, a Petrobras rompe de vez com a sociedade brasileira que não possuirá mais o domínio da estatal. Logo, em nome da lucratividade as empresas estrangeiras que controlariam a Petrobras vão espoliar predatoriamente todos os nossos recursos, flexibilizando nossa legislação e causando grandes impactos aos nossos ecossistemas. Além, de o Brasil perder a empresa que mais arrecada impostos para os três entes federativos e a que paga os royalties.

A Petrobras, com certeza, não é exemplo de empresa sustentável, isso não passa de puro marketing verde para iludir os investidores; os principais empreendimentos da empresa no Nordeste, Espírito Santo e no Rio de Janeiro desrespeitam sociedades tradicionais, poluem indiscriminadamente os corpos hídricos e, em certos casos, via terceirizadas está envolvida com grupos paramilitares (milícia). O conflito na Baía de Guanabara é emblemático nesse quesito, onde em favor da construção do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) os pescadores artesanais estão sendo mortos (quatro até o dado momento) ou tendo seu meio de subsistência expropriado. A FAPP – BG (Fórum dos Atingidos pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas cercanias da Baía de Guanabara) denuncia as atrocidades cometidas pela Petrobras, como na manifestação realizada no último mês de Janeiro lembrando os 13 anos do vazamento de 2000, como de que até hoje os pescadores não receberam as indenizações pelos danos causados pelo derramamento.

Se pública a Petrobras está assim, imagina privatizada?!

Fonte:
O PETRÓLEO É NOSSO. Rio de Janeiro: AEPET, Maio 2012.
MANZONI, Ralphe. EMPREENDEDOR DO ANO: GRAÇA FOSTER. Disponível em < http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/105881_GRACA+FOSTER>, acessado em 22/02/2013.  




 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Novo sistema vai monitorar degradação florestal amazônica

A luta contra a perda da cobertura florestal na Amazônia acaba de ganhar mais um aliado. O Imazon, instituto de pesquisas baseado em Belém, lançou um novo sistema de monitoramento com imagens de satélite para detectar, além do desmatamento, também o grau de degradação da mata ao longo do ano.
Hoje o instituto já faz um monitoramento mensal - o Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) -, que detecta os dois tipos de devastação e informa os órgãos fiscalizadores sobre onde está o problema. O trabalho funciona paralelamente ao Deter, serviço de monitoramento em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Até agora, no entanto, o Inpe era o único a ter uma análise anual - o Prodes -, mais precisa e em alta resolução, da perda. O novo produto é equivalente, com o diferencial de detectar também a degradação.

Ao contrário do desmatamento, caracterizado pelo corte raso da mata e facilmente detectável nas imagens de satélite, a degradação, compreendida como a perda de vegetação por queimadas e exploração madeireira, é mais lenta e, portanto, mais difícil de ver. Mas é importante monitorá-la por ter um papel fundamental na conversão da floresta.
É que, em muitos casos, o que começa com uma degradação, ao longo dos anos evolui à perda total da mata. Além disso, ela leva ao empobrecimento da floresta em termos de biodiversidade e estoques de carbono.
Com a nova ferramenta, o Imazon conseguiu fazer um mapa de todo o desmatamento e degradação ocorridos na Amazônia entre 2001 a 2010. Nesses dez anos, a degradação afetou uma área equivalente a 30% da área total desmatada no período, com média de 5.188 km2 por ano.
"É uma perda significativa. E, quando começa a ter pressão, há maior risco de virar alvo do desmatamento, então precisa controlar", diz o pesquisador Carlos Souza Jr. Segundo ele, com a ferramenta será possível investigar exatamente como ocorre essa transição ao longo dos anos. 

Por Giovana Girardi - Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Conhecimento em alta. E daí?

O clima não está bom nas negociações ambientais. Fonte: NASA


Por: Carla Almeida
Publicado em: Ciência Hoje Online

O novo relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que pode sair ainda este ano, não deve trazer muita novidade em termos de cenários futuros para o clima da Terra. A quinta edição do documento, que se tornou peça-chave no debate sobre o aquecimento global, impressionará mais pelo volume de conhecimento consolidado em suas mais de 3 mil páginas.

Esta foi basicamente a única informação sobre o relatório adiantada por Carlos Nobre e Luiz Pinguelli Rosa em encontro com a mídia durante a VII Conferência e Assembleia Geral da Rede Global de Academias de Ciências, realizada esta semana, no Rio de Janeiro. Os pesquisadores-gestores são referências importantes no debate nacional sobre as mudanças climáticas e estão envolvidos na elaboração da publicação.

Segundo Nobre, engenheiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e atual secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, investimentos maciços na área nos últimos anos levaram a um salto da produção de conhecimento sobre as alterações no clima. “Os avanços foram muito rápidos; praticamente dobraram”, disse.

O engenheiro explicou que nos relatórios do IPCC há uma seção dedicada a lacunas no conhecimento sobre o clima do planeta e que um esforço enorme de pesquisa vem sendo feito para preenchê-las. Na sua avaliação, isto tornará o relatório do IPCC mais sólido e as evidências mais robustas em relação ao impacto negativo dos gases de efeito estufa produzidos pela ação humana no clima do planeta.

Em nível internacional, os últimos encontros da Organização das Nações Unidas (ONU) – sejam os climáticos, de diversidade biológica ou de desenvolvimento sustentável – praticamente não avançaram nas metas globais que dizem respeito ao meio ambiente. A Rio+20, no ano passado, deixou a desejar especialmente nas negociações sobre o clima. Os governos deixaram de lado alguns pontos essenciais do debate, como a criação de um fundo global para gerir danos causados por eventos climáticos. “Estamos brincando com o planeta Terra de maneira irresponsável e isso terá consequências graves”, disse Nobre, batendo na mesma tecla de sempre, mas com menos otimismo do que no passado.Mas enquanto os dados científicos sobre o clima se fortalecem, as negociações políticas na área vão mal – e não é preciso ser especialista para ver isso. Desde a Conferência do Clima de Copenhague, em dezembro de 2009, quando vários chefes de Estado se reuniram para negociar ações de combate ao aquecimento global – inclusive Obama e Lula –, não há motivos concretos para se acreditar que o mundo será capaz de reverter o cenário preocupante previsto pelos relatórios anteriores do IPCC para as próximas décadas.

Constata-se, portanto, que a disponibilidade de mais evidências científicas e o consequente avanço do conhecimento na área não têm necessariamente impacto prático, ou seja, não estão se revertendo em medidas concretas de combate aos problemas que se impõem. Nacionalmente a situação é ainda mais crítica. “Aumentamos muito o consumo de gasolina, diminuímos proporcionalmente o do etanol, estamos com todas as termelétricas ligadas atualmente queimando todos os combustíveis, alguns dos quais muito poluentes... O momento não é bom”, destacou Pinguelli, que já dirigiu a Eletrobras e é o atual diretor da Coppe/UFRJ. Até em relação à nossa taxa de desmatamento, que atingiu redução recorde no ano passado, o cenário é desfavorável. Já há indícios de que nos últimos meses de 2012, ela subiu significativamente.

Mais armas contra “difamadores”?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Você já ouviu falar no REDD+ ?

O governo deve concluir até o fim de 2013 a estratégia nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+). O objetivo principal é incentivar projetos e ações de proteção da Floresta Amazônica como forma de conter a liberação de gases de efeito estufa. A expectativa é que a construção dos aspectos relacionados ao tema esteja definida a tempo da Conferência das Partes (COP) de Mudanças Climáticas, marcada para o fim de novembro, em Varsóvia, capital da Polônia.

Entre as principais iniciativas do MMA voltadas para o combate à devastação florestal, está o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm). Com a instituição do programa, o Brasil alcançou, no ano passado, taxa recorde de redução do desflorestamento do bioma. Entre agosto de 2011 e julho de 2012, o país registrou queda de 27% da degradação da Amazônia.

As informações são do Ministério do Meio Ambiente, e apesar da redução da degradação ser uma boa notícia, o fato é que ainda continuamos com altos índices de desmatamento.
Ainda segundo o MMA, o caminho para conter a destruição da Amazônia e evitar as emissões de gases de efeito estufa é aliar o comando e o controle com o incentivo a ações sustentáveis, como os projetos de REDD+. 

Por outro lado, grandes críticas rondam este projeto, que é um programa da ONU. O Un-Redd (da sigla em inglês) pretende ajudar os países a implementar estratégias nacionais de Redd com o apoio e conhecimentos de outras instituições, como a Organização das Nações Unidas para Alimentos e Agricultura (FAO), o Programa de Desenvolvimento (UNDP) e o Programa Ambiental (Unep).



De maneira simplificada, a ideia é "pagar pela floresta em pé" ou também "pagar por um desmatamento evitado". Portanto, para que esta ideia cresça, é preciso vislumbrar e debater o desenvolvimento de um novo mercado, assim como aconteceu com o mercado de carbono, e isto já acontece e ganhou ainda mais destaque em 2010, quando 60 nações, representantes da ONU e do Banco Mundial reuniram-se na França para falar exclusivamente sobre Redd.
No Brasil e em outros países do mundo, proprietários rurais já recebem valores anuais por manter matas ciliares e florestas remanescentes em suas terras. Aqui, os valores recebidos não garantem o sustento total de famílias que recebem o recurso, mas tornam-se complemento relevante no orçamento anual. Estados, municípios e também o Governo Federal estão buscando desenvolver sistemas de Redd cada vez mais aprimorados, também chamados de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). 

O arquiteto e especialista em engenharia florestal Chris Lang vai fundo. Para ele, "as definições da ONU para florestas falham em não diferenciar florestas nativas e plantações, o que pode significar que companhias poderiam substituir florestas nativas por monoculturas de árvores e ainda assim qualificarem-se para receber recursos de Redd."

Nos resta aguardar.
E você, o que acha? Compartilhe sua opinião conosco.
Para mais informações sobre o REDD+ (programa brasileiro) acesse sua página clicando aqui.
Para acessar a página da ONU sobre o programa internacional clique aqui.

Outra fonte aqui.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Extremas mudanças climáticas

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, o ano de 2012 provavelmente ficará na história como um período de eventos climáticos extremos. A China vem enfrentando o pior inverno dos últimos 30 anos; a Austrália sofre com queimadas por todo o país e teve nos quatro últimos meses de 2012 os mais quentes da sua história; o Paquistão foi inundado por enchentes inesperadas em setembro; o Brasil teve uma de suas primaveras mais quentes [e o verão do Rio de Janeiro tem batido recordes de altas temperaturas com sensação térmica de até 50 graus] e, nos EUA, o último ano teve a temperatura média mais alta na parte continental.

Estimativas da Organização Meteorológica Mundial mostram que, entre janeiro e outubro de 2012, a temperatura média foi cerca de 0,5º C acima da média do mesmo período entre 1961 e 1990, o que deve levar o ano passado a ser o oitavo ou nono mais quente desde 1850. 
Para o pesquisador Baddour, o aumento da frequência dos eventos extremos é um sinal de que a mudança climática não virá só na forma de aumento das temperaturas e sim como anomalias intensas e desagradáveis.
Se interessou pelo tema? O Boletim do mês de Março falará sobre Mudanças Climáticas!

Mais informações aqui.
Fonte da imagem aqui


ATENÇÃO:
Ainda encontram-se abertas as inscrições para o "Papo Sustentável", evento que ocorrerá no IFRJ entre os dias 6,7 e 9 de Março. Para efetuar sua inscrição clique aqui e para mais informações acesse este post publicado no Boletim.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Papo Sustentável


Esse evento está sendo desenvolvido pelo Movimento Green Ideas e é patrocinado pela Embaixada Americana. Vai ser dia 6,7 e 9 de Março, Instituto Fedral do Rio de Janeiro - Campus Maracanã. Haverão palestras, oficinas e uma trilha no Parque Nacional da Tijuca. Tudo será acompanhado por profissionais da área como o Instituto Moleque Mateiro.
  
Para participar se increva no site http://movimentogideas.wix.com/paposustentavel
 

Vagas são Limitadas e todos são convidados!